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quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

SOBRE AS "BOAS ESCOLHAS"

        


(Santiago de Compostela, Espanha - outubro de 2022)

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Ouço muito no consultório pessoas dizendo que jamais imaginaram que sofreriam o luto por terem saído de casa, quando aquilo era o que mais queriam e ir embora era uma boa opção. 

   Outras dizem que não conseguem entender como pode ser tão difícil e doloroso terminar um relacionamento, mesmo quando este relacionamento já vinha sendo a encarnação do fracasso e finalizar era a melhor escolha. 

      Algumas trazem o quanto é duro mudar de país, mesmo que todos pensem que o Brasil é horrível e que viver na Europa é sempre a melhor ideia. 

       Há, ainda, gente se julgando porque supostamente não deveria sentir amor por uma pessoa que lhe fez mal e, portanto, também não deveria se importar com o fato de tê-la deixado, pois essa era a melhor decisão.

    

    Talvez essas pessoas ainda não entendam que boas escolhas também doem.


        Escolher sempre implica em ganhar algo, mas também em perder algo. E isso significa que ao decidir por um caminho em detrimento de outro, você deverá lidar com o luto daquilo que foi perdido. Não importa o quão maravilhosa e assertiva foi a sua escolha, ela vai doer e não é por isso que você precisará voltar atrás ou rever a decisão. 

           De vez em quando a gente só precisa deixar doer e depois seguir. 

           E, de repente, quem sabe... Terapia!

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

VOCÊ SATISFAZ AS EXPECTATIVAS DE QUEM?

    


(Em cima de algum museu de Lisboa, Portugal - novembro de 2022)

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    Sim! Esse título é muito pertinente porque, sem perceber, você pode estar vivendo para satisfazer expectativas que não são suas e também nem tão boas assim.

    Tendemos a pensar no lado bom quando falamos de “expectativas dos outros”, não é verdade? Dizemos por aí que tal pessoa esperava que fossemos médicos ou que nossos familiares desejavam-nos um futuro brilhante. E em muitos casos pensamos que não podemos corresponder a tais idealizações porque queremos outros rumos. Isso é comum e cotidiano e fácil de dizer que não queremos. 

    Só que nos esquecemos que existe uma outra maneira de corresponder a expectativas. Aquela que ninguém fala e cuja vertente é um pouco mais "sombria".

    Não sei se você entende o que quero dizer, mas a verdade é que existem pessoas que nem sempre aguardam o melhor de nós ou para nós. Na verdade, as vezes esperam que a gente não consiga aquele emprego ou aquela grande chance. Ou, ainda, esperam que nosso relacionamento não dê certo e  que a gente não consiga passar na faculdade. Também tem uns e outros que dizem aos quatro cantos que não somos capazes, nem bons o suficiente.  Falam que é impossível ou que jamais alcançaremos algo.

E de vez em quando a gente acredita.

E vive em prol dessas expectativas.

Evitamos tentar, evitamos melhorar, evitamos sair da zona de conforto, evitamos seguir nossos sonhos.  Porque acreditamos que não podemos. Porque cremos nessas coisas que dizem para nós e sobre nós. 

    É uma pena pensar assim, mas de vez em quando vivemos pelas expectativas dos outros e essas expectativas nem sempre são assim tão boas. De repente, nos pegamos reproduzindo aquilo que pensam de nós e nos perdemos no meio disso tudo.

    A pergunta que precisamos nos fazer, então, é: eu tenho vivido pelas expectativas de quem?

    E, de repente, quem sabe... Terapia!